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10 jun 2022

Mecanização agrícola: saiba como é a participação desse segmento no mercado de licitações

Por Felipe Cilivi

Consultor de Licitações da Vuello Consultoria. Graduado em Direito.

Considerado como um dos principais propulsores da economia brasileira, o agronegócio é sempre lembrado quando o assunto é aplicação de tecnologias que aumentam a produtividade do campo.

Hoje, o país produz comida suficiente para estimados 1,6 bilhão de pessoas, ou seja, um excedente de 1,4 bilhão frente ao consumo interno. Olhando para o futuro, o Brasil é a maior aposta global na produção de alimentos para todo o planeta e é neste ambiente dinâmico e de alta intensidade, que surgem várias oportunidades de novos empreendimentos e novas soluções. 

Parte dessas tecnologias deriva da chamada mecanização agrícola – que envolve ferramentas que geram otimização da área produtiva (através de drones ou GPS, por exemplo), maior eficiência na aplicação de fertilizantes (um dos focos da agricultura de precisão), diminuição de mão-de-obra, maior controle no controle de qualidade, dentre outras vantagens.

O que muitos não sabem é que o mercado de mecanização agrícola também é crescente no âmbito das licitações – processo utilizado pelo governo (que chamamos de Administração Pública), para contratar produtos ou serviços.

A título de exemplo, citamos o Pregão Eletrônico nº 01/2022, promovido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Cujo objeto foi a compra de tratores agrícolas, motoniveladoras, grade aradoras, roçadeira agrícola, dentre outros objetos semelhantes. O valor estimado para compra ultrapassou 358 milhões de reais.

Ainda no próprio instrumento editalício, o referido Ministério cita outras informações relevantes:

“No ano de 2019 foram formalizados convênios que totalizaram recursos orçamentários na ordem de R$ 334.113.034,20 (trezentos e trinta e quatro milhões, cento e treze mil, trinta e quatro reais e vinte centavos). Já no ano de 2020 foram formalizados convênios que resultaram em mais R$223.067.614,71 (duzentos e vinte e três reais, sessenta e sete mil, seiscentos e catorze reais e setenta e um centavos. Somados, os anos de 2019 e 2020 os convênios firmados totalizaram cerca de R$ 557.180.648,91 (quinhentos e cinquenta e sete milhões, cento e oitenta mil, seiscentos e quarenta e oito reais e noventa e um centavos) investidos nas aquisições e contratações dos mais variados tipos insumos e equipamentos.”

Veja-se, portanto, que somente nos processos acima relacionados (2019 e 2020) os valores ultrapassaram meio bilhão de reais. Se somados esses valores ao certame que ocorreu em 2022, chegamos a quase 1 bilhão de reais.
Logo, trata-se de um mercado que movimenta valores expressivos e que não pode ser ignorado. Considerando que a agricultura brasileira está em franca expansão, investindo cada vez mais em inovações – um exemplo é a criação das Agtechs, startups com foco no agronegócio e em tecnologias agrícolas como biotecnologias, automação e robotização e soluções de marketplace –  a tendência é que nos próximos anos existam ainda mais investimentos nesse setor pelo poder público, criando novas oportunidades para o agro no mercado de licitações.

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